Meio&Mensagem

Maitê Lourenço

Fundadora e CEO, Black Rocks

Maitê Lourenço cresceu ouvindo sua mãe dizer que mulheres como elas tinham de fazer algo três vezes melhor do que seria esperado de qualquer pessoa para que houvesse reconhecimento. O ensinamento familiar, que carregava o triste viés da desigualdade racial brasileira, acabou não apenas consolidando seu olhar acerca da realidade como a direcionou para uma jornada profissional que atrelasse o interesse pela inovação ao avanço social.

Nascida no bairro do Brás, em São Paulo, ela formou-se em psicologia e fez pós-graduação em neuropsicologia. A proposta da BlackRocks, um hub de inovação e negócios que se propõe a conectar empreendedores negros de startups de tecnologia com potenciais investidores, surgiu a partir de um trabalho que Maitê já desenvolvia, quando construiu um e-commerce dedicado à área de gestão de carreiras. O recorte racial de sua empreitada, aliás, é obrigatório, uma vez que o sistema ainda está longe de abranger a população negra e de lhe conceder as mesmas oportunidades de desenvolvimento. “Quando penso em futuro de
carreira, meu sonho seria de que a BlackRocks não precisasse existir e que não fosse mais necessário pensar em ações de inclusão racial para o desenvolvimento de negócios. Meu sonho de carreira é parar de brigar para termos
um lugar ao sol”, resume. Imersa nos últimos cinco anos nas conexões e atividades de seu hub de inovação, Maitê confessa que os poucos intervalos de tempo que possui são dedicados totalmente à família, sobretudo aos dois sobrinhos, aos amigos próximos e a viagens a locais pouco explorados, sobretudo aqueles que ficam de fora dos guias turísticos. Para o futuro, além da tecnologia, ela também vislumbra outra área. “Me vejo bem velhinha, de óculos, atendendo pacientes em meu consultório de psicologia”, conta.

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